Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO IX- ACTOS 5:26-28
O SEGUNDO JULGAMENTO DOS APÓSTOLOS
A ACUSAÇÃO DO SUMO SACERDOTE
“Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).
“E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o sumo-sacerdote os interrogou dizendo:
“Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem”. - Actos 5:26-28.
O capitão e os servidores do templo vão agora buscar os apóstolos para julgamento, porém “sem violência”, pois temem ser apedrejados pelo povo.
Como parecem agora ocas e vazias as palavras do sumo-sacerdote! Exasperado, lamenta:
“Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” (Ver. 28).
Esta questão inicial revela a fraqueza da posição do sumo-sacerdote na contenda. Na verdade ele tinha rigorosamente ordenado aos apóstolos que não ensinassem nesse Nome, porém eles tinham ousadamente declarado que o fariam – e ele fora forçado a encerrar o caso.
Quanto à invasão de Jerusalém com esta doutrina, o seu próprio sentimento de culpa deu-lhe uma ideia exagerada do que os apóstolos estavam a levar a cabo, pois os seguidores do Messias que ainda estavam a sofrer os efeitos do apedrejamento de Estevão com o sequente abandono de Jerusalém pela perseguição então gerada, ainda se encontravam em grande minoria.
Mais, os apóstolos não estavam a procurara trazer a culpa do sangue de Cristo sobre os líderes. Pelo contrário.
A amarga antipatia do sumo-sacerdote contra Cristo e os apóstolos é vista nos termos com que se pronuncia: “a vossa doutrina” e “esse homem”.
Ele não diz de que doutrina se trata nem o nome de Cristo. Este é o primeiro exemplo da extinção do nome de Cristo pelos Judeus o que mais tarde se generalizou entre eles. No Talmude, por exemplo, Ele é frequentemente referido como peloni: “fulano”.



