Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO VIII - ACTOS 5:12-16 (Cont.)
UMA OUTRA LIÇÃO PARA NÓS
É verdade que agora vivemos sob uma dispensação diferente da de Ananias e Safira, que os pecados dos crentes são tratados de maneira diferente e que o poder do Espírito é manifestado de modo diferente.
Porém os princípios de Deus não mudam. Graça não é mera tolerância ou lassidão.
Os crentes algumas vezes toleram o pecado e perdoam e indultam o erro, dizendo: “Nós estamos debaixo da graça”. Os líderes na Igreja falham em não repreender o pecado aberto justificando o facto de estarmos debaixo da graça.
Contudo tal infidelidade está tão longe da verdadeira graça como o ocidente do oriente. Na verdade a ideia de Deus ou dos Seus representantes ocultarem o pecado, é diametralmente oposta aos ensinos do apóstolo da graça inspirada pelo Espírito.
Qualquer verdadeiro Bereano deveria saber que há mais exortações para um viver piedoso nas epístolas de Paulo do que em todos os Evangelhos e no livro dos Actos conjuntamente. E quanto aos membros da assembleia que vivem em pecado, o homem de Deus é ensinado a repreender os tais abertamente, e a assembleia a expulsá-los e a evitá-los caso persistam (I Tim. :20); Tito 1:13; 2:15: II Tes. 3:13-15, etc). Nós estamos bem cientes do facto de em muitas igrejas se tolerar o pecado durante tanto tempo que depois se tem tornado gradativamente embaraçante tratá-lo, porém tais problemas não alteram a Palavra de Deus nem diminuem a responsabilidade dos anciãos e da assembleia em obedecer-Lhe.
Dum modo igual o “grande temor” que traduziu um efeito salutar na Igreja Pentecostal não devia estar totalmente ausente na Igreja de hoje.
Dizemos que o “Perfeito amor lança fora o temor?” Certamente! Mas I João :18 fala do nosso amor para Ele e não do Seu para nós. Se nós O amássemos e servíssemos perfeitamente todo o temor certamente seria lançado fora, e é na medida em que O amamos que o temor é lançado fora, mas decerto que estamos ainda muito longe de sermos perfeitos nisso. Assim ainda é necessário que Deus discipline o Seu povo, tanto directamente, como por meio daqueles que Ele tem colocado em lugar de autoridade na Igreja.
É verdade que há muitas coisas que o crente não necessita de temer, tais como, a perda da salvação, a oposição do nosso adversário, etc, mas que o temor tem e deve ter um lugar na experiência dos crentes é claramente ensinado nas Epístolas Paulinas.
Em II Cor. 7:1 o apóstolo exorta:
“ ... Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, APERFEIÇOANDO A SANTIFICAÇÃO NO TEMOR DE DEUS.”
Em I Tim.5:20 ele instrui Timóteo:
“Aos que pecarem, repreende-os, na presença de todos, PARA QUE TAMBÉM OS OUTROS TENHAM TEMOR.”
E em Rom. 11:20, ele diz quase rudemente:
“ ... ENTÃO NÃO TE ENSOBERBEÇAS MAS TEME.”
Tem sido dito algumas vezes que a palavra Grega aqui significa “confiança reverencial”. Isso não é verdade. É verdade que a palavra Hebraica yirah encerra em si a ideia de reverência, mas esta palavra do Novo Testamento, phobos, significa temor, medo.
Na versão Americana Autorizada é traduzida por terror, três vezes. Ao falar do tribunal de Cristo, por exemplo, o apóstolo diz:
“CONHECENDO PORTANTO O TERROR DO SENHOR, PERSUADIMOS OS HOMENS ... “ (II Cor.5:11).
E mesmo à parte disto, o contemplarmos Deus pagar pelos nossos pecados com o sangue do Seu Filho; o reflectirmos no do que e como escapámos; certamente produzirá em nós um temor piedoso e dar-nos-á um sentido mais profundo da Sua infinita graça.
Os crentes algumas vezes toleram o pecado e perdoam e indultam o erro, dizendo: “Nós estamos debaixo da graça”. Os líderes na Igreja falham em não repreender o pecado aberto justificando o facto de estarmos debaixo da graça.
Contudo tal infidelidade está tão longe da verdadeira graça como o ocidente do oriente. Na verdade a ideia de Deus ou dos Seus representantes ocultarem o pecado, é diametralmente oposta aos ensinos do apóstolo da graça inspirada pelo Espírito.
Qualquer verdadeiro Bereano deveria saber que há mais exortações para um viver piedoso nas epístolas de Paulo do que em todos os Evangelhos e no livro dos Actos conjuntamente. E quanto aos membros da assembleia que vivem em pecado, o homem de Deus é ensinado a repreender os tais abertamente, e a assembleia a expulsá-los e a evitá-los caso persistam (I Tim. :20); Tito 1:13; 2:15: II Tes. 3:13-15, etc). Nós estamos bem cientes do facto de em muitas igrejas se tolerar o pecado durante tanto tempo que depois se tem tornado gradativamente embaraçante tratá-lo, porém tais problemas não alteram a Palavra de Deus nem diminuem a responsabilidade dos anciãos e da assembleia em obedecer-Lhe.
Dum modo igual o “grande temor” que traduziu um efeito salutar na Igreja Pentecostal não devia estar totalmente ausente na Igreja de hoje.
Dizemos que o “Perfeito amor lança fora o temor?” Certamente! Mas I João :18 fala do nosso amor para Ele e não do Seu para nós. Se nós O amássemos e servíssemos perfeitamente todo o temor certamente seria lançado fora, e é na medida em que O amamos que o temor é lançado fora, mas decerto que estamos ainda muito longe de sermos perfeitos nisso. Assim ainda é necessário que Deus discipline o Seu povo, tanto directamente, como por meio daqueles que Ele tem colocado em lugar de autoridade na Igreja.
É verdade que há muitas coisas que o crente não necessita de temer, tais como, a perda da salvação, a oposição do nosso adversário, etc, mas que o temor tem e deve ter um lugar na experiência dos crentes é claramente ensinado nas Epístolas Paulinas.
Em II Cor. 7:1 o apóstolo exorta:
“ ... Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, APERFEIÇOANDO A SANTIFICAÇÃO NO TEMOR DE DEUS.”
Em I Tim.5:20 ele instrui Timóteo:
“Aos que pecarem, repreende-os, na presença de todos, PARA QUE TAMBÉM OS OUTROS TENHAM TEMOR.”
E em Rom. 11:20, ele diz quase rudemente:
“ ... ENTÃO NÃO TE ENSOBERBEÇAS MAS TEME.”
Tem sido dito algumas vezes que a palavra Grega aqui significa “confiança reverencial”. Isso não é verdade. É verdade que a palavra Hebraica yirah encerra em si a ideia de reverência, mas esta palavra do Novo Testamento, phobos, significa temor, medo.
Na versão Americana Autorizada é traduzida por terror, três vezes. Ao falar do tribunal de Cristo, por exemplo, o apóstolo diz:
“CONHECENDO PORTANTO O TERROR DO SENHOR, PERSUADIMOS OS HOMENS ... “ (II Cor.5:11).
E mesmo à parte disto, o contemplarmos Deus pagar pelos nossos pecados com o sangue do Seu Filho; o reflectirmos no do que e como escapámos; certamente produzirá em nós um temor piedoso e dar-nos-á um sentido mais profundo da Sua infinita graça.
Encontravas-te lá quando crucificaram o meu Senhor?
Encontravas-te lá quando crucificaram o meu Senhor?
Oh por vezes isto faz-me estremecer, estremecer, estremecer.
Encontravas-te lá quando crucificaram o meu Senhor?
Encontravas-te lá quando crucificaram o meu Senhor?
Oh por vezes isto faz-me estremecer, estremecer, estremecer.
Encontravas-te lá quando crucificaram o meu Senhor?
Alguém que olhe para o Calvário e não estremeça não tem realmente visto o Calvário e tem compreendido muito pouco da graça de Deus.
Este temor – não o temor da perdição, ou o temor servil de se ser escravizado à obediência, mas o temor que emana duma realização da santidade de Deus, da nossa pecaminosidade e da Sua graça ao aceitar-nos por meio dos méritos do Crucificado – este temor produz um efeito benéfico no povo de Deus. É este temor – de modo algum incompatível com a graça – que nos leva a limparmo-nos “do fermento velho” (I Cor. 5:7). E antes do fermento velho ser limpo nós não podemos ser verdadeiramente usados por Deus.
“De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idóneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra” (II Cor. 2:21). 1
Assim a história de Ananias e Safira não é estéril em lições para nós. Na verdade eles viveram sob uma dispensação diferente, quando uma mensagem diferente estava a ser pregada e o Espírito Santo operava dum modo diferente, mas o princípio é o mesmo. Deus ainda odeia o pecado e não abençoará, sempre que ele for indultado. Porém sempre que é reconsiderado e humildemente tratado, o poder do Espírito é de novo manifestado.
1 Para uma discussão mais plena sobre este assunto ver o opúsculo do autor intitulado: O Temor de Deus.



