Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO VIII - ACTOS 5:12-16

O PODER DE PENTECOSTES PRESERVADO

     “E muitos sinais e prodígios eram feitos, entre o povo, pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos, unanimemente, no alpendre de Salomão.

     “Quanto aos outros, ninguém ousava juntar-se com eles, mas o povo tinha-os em grande estima.

     “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.

     “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que, ao menos, a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.

     “E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados.” - Actos 5:12-16.

     Não foi então apenas a desonestidade que atraiu a ira de Deus sobre Ananias e Safira, mas a desonestidade sob tais circunstâncias. Eles foram fulminados pela morte por pretenderem integrar-se no programa do há muito prometido reino Messiânico (em que tudo era tido em comum) enquanto retinham parte do preço da venda da sua propriedade.

     É verdade que com a crucificação em vista o Senhor revogou o seu mandamento original da venda de tudo e da distribuição pelos pobres (Lucas 22:35,36) mas no Calvário Ele orou para que a nação de Israel fosse perdoada e aqui em Actos o, programa é novamente reatado com a suposição legítima de que agora a nação se iria arrepender, aceitaria o Messias e traria paz e prosperidade ao mundo.

     Os apóstolos agora começavam a oferecer o reino. Os “tempos do refrigério” estavam próximos. De facto os seguidores do Messias já estavam a experimentar um antegosto dessas bênçãos ao alegremente darem tudo e viverem de uma bolsa comum.

     À luz de tudo isto, tal pecado, como foi o de Ananias e Safira, certamente não poderia ser tolerado, pois então como é que o reino há muito esperado diferiria do estado de coisas antes vivido ou do presente estado de coisas neste “presente Século mau”, nos quais os homens se desconfiam mutuamente e planeiam e tentam apanhar os bens dos outros?

     O juízo que caiu sobre Ananias e Safira teve um efeito salutar. O “grande temor” que inundou “toda a igreja” foi seguido por grande poder. Muitos sinais e maravilhas foram operados entre o povo. Os doentes eram trazidos às ruas em camas e canapés para que pelo menos a sombra de Pedro ao passar pudesse tocar-lhes. Isto não esteve limitado apenas a Jerusalém, pois lemos que multidões das cidades vizinhas traziam os seus enfermos e possessos para que fossem libertos, “os quais todos eram curados”.

     E o juízo que caiu sobre Ananias e Safira também produziu um efeito salutar sobre os de fora, pois ninguém ousava juntar-se ao grupo se não fosse sincero. Contudo isto de modo algum desencorajou ninguém a honestamente se ajuntar ao movimento. Na verdade isso até criou um maior respeito por ele, pois lemos:

     “E A MULTIDÃO DOS QUE CRIAM NO SENHOR, TANTO HOMENS COMO MULHERES, CRESCIA CADA VEZ MAIS” (Actos 5:14).

     É significante o facto de encontrarmos nesta altura os crentes “todos unanimemente no alpendre de Salomão” (vers. 12).

     O alpendre de Salomão era um grande pátio exterior do templo onde as multidões se reuniam para orarem (Cf. Actos 3:1,11). Lembremo-nos que ainda não tinha sido dada qualquer revelação acerca da libertação da lei. Isso foi proclamado primeiramente por Paulo (Actos 13:38,39; 15:1,2; Gál. 2: ; Rom. 3:21-26). Assim era correcto e legítimo que os crentes Judaicos no Messias observassem a lei de Moisés, e perfeitamente natural que eles se reunissem diariamente no alpendre de Salomão sob essas circunstâncias. A fé no Messias evidentemente não os tinha levado a perder interesse na oração feita no templo. Mais, este seria um óptimo local para atingir as multidões com a sua mensagem (Ver João 10:22-24 e Actos 3:11).

     Mas há um significado maior na relação do alpendre de Salomão com esta manifestação recente do poder do Espírito. Salomão era um tipo de Cristo, Filho maior de David (II Sam.7:12-16) e a paz, prosperidade e glória do seu reino tipificavam as de Cristo.

     David, é verdade, foi rei de Israel e tipo de Cristo igualmente, mas foi principalmente um tipo de Cristo na Sua humilhação e obra consumada. David foi homem de sangue; Salomão o rei da glória. David ganhou para Israel a paz e bênção gozadas sob Salomão (I Crón. 22:7-9).

     Não é então estranho encontrar os discípulos diariamente no alpendre de Salomão, pois era Um Salomão maior e o Seu glorioso reino que agora estavam a ser oferecidos. Na realidade, mesmo antes da Sua vinda os discípulos estavam a experimentar já um antegosto da paz, prosperidade e bênção do Seu reino. Não é de admirar que Ananias e Safira tivessem sido julgados por terem transgredido o programa dado por Deus, nem, como vimos, nada dessa espécie será tolerado quando efectivamente o reino for estabelecido.

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