Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO VI - ACTOS 3:19-21

PERDÃO OFERECIDO

     “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejais apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério, pela presença do Senhor,

     “E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado,

     “O qual convém que o céu contenha, até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou, pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.” - Actos 3:19-21.

     Que proclamação! Quão misericordioso Deus é! Quão tardio em se irar! Aqui não somente é oferecido perdão a Israel, mas com ele o retorno de Cristo e os tempos de refrigério há muito prometidos!

     Os que supõem que a nação de Israel foi posta de parte na cruz ao rejeitarem o reino, e que o Corpo de Cristo começou em Pentecostes, deviam parar e meditar nesta passagem. O facto é que nós nunca encontramos uma única oferta específica do reino a Israel antes de chegarmos a esta passagem. Como é que então o Corpo de Cristo poderia ter tido o seu começo em Pentecostes?

     Antes do Calvário o reino somente foi proclamado como estando “próximo”. Em Pentecostes a nação de Israel foi notificada com a declaração de que Cristo ressuscitou de entre os mortos, e que certamente ocuparia o trono de David. Existe a lembrança de que “a promessa é a vós”, mas aqui em Actos 3 encontramos pela primeira vez Pedro tecer a proposição que se Israel se arrepender virão os tempos de refrigério pela presença do Senhor e Deus enviará assim Jesus Cristo de volta à terra para reinar.

     Quanto a Pedro pregar o evangelho da graça de Deus nesta altura, é significante o facto de nem uma única vez nas mensagens de Actos 2 e 3 Pedro dizer aos seus ouvintes para olharem para a cruz ou confiarem no sangue de Cristo para serem salvos. Eles são acusados da crucificação de Cristo e chamados ao arrependimento. Mesmo quando eles clamam: “Que faremos varões irmãos?” Pedro replica que devem arrepender-se e todos eles serem baptizados para perdão de pecados. E de novo aqui ele chama-os como nação, ao arrependimento, prometendo que se o fizerem o Cristo rejeitado voltará e os tempos de refrigério virão com Ele.

     Qual o pregador da graça que hoje proclamaria aos seus ouvintes a mensagem que Pedro aqui proclama? Certamente que seríamos totalmente anti-bíblicos se disséssemos aos nossos ouvintes que se arrependessem para que Cristo e os tempos de refrigério viessem à terra pela presença do Senhor. Pelo contrário, nós instamos com os homens a crerem para que possam ressuscitar e sentarem-se com Cristo nos celestiais.

     Tudo isto não nega que quem crê se arrepende, nem que quem verdadeiramente nesse tempo se arrependia era de facto salvo pelo sangue de Cristo. Nós estamos aqui a tratar da mensagem pregada e não pode ser negado que para eles era: Arrependei-vos e Deus enviará Jesus à terra, enquanto para nós é: Crede e Deus tomar-vos-á ao céu. Para eles a mensagem era: “Este...vos foi entregue... Tomando-O vós, O crucificastes e matastes pelas mãos de injustos...Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado... para perdão dos pecados” (Actos 2:23,38). Para nós é:

     “...TEMOS A REDENÇÃO PELO SEU SANGUE, E REMISSÃO DAS OFENSAS, SEGUNDO AS RIQUEZAS DA SUA GRAÇA” (Ef. 1:7).

     Quão lógica era para Pedro a oferta do retorno de Cristo aqui em Jerusalém e o acréscimo: “Que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo...” Jerusalém é a única cidade do mundo onde Deus colocou o Seu nome e onde o Messias reinará. Como capital da nação Judaica nessa altura e como sede do seu governo, Jerusalém deveria arrepender-se antes que Ele pudesse voltar à terra. Como podemos esquecer as solenes e tocantes palavras do Senhor rejeitado à Sua querida e amada cidade?

     “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seu pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!

     “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta.

     “Porque eu vos digo que,  DESDE AGORA, ME NÃO VEREIS MAIS, ATÉ QUE DIGAIS BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR” (Mat. 23:37-39).

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