Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO VI - ACTOS 2:42-47
CAPÍTULO VI – ACTOS 2:42-3:26
O DESAFIO A ISRAEL
OS FRUTOS DO REINO
“E perseveraram na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
“E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
“E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” - Actos 2:42-47.
A IGREJA PENTECOSTAL
Nos Actos é nesta passagem que encontramos a primeira menção da “igreja”.
Este facto tem sido usado para defender o ponto de vista tradicional de que a igreja desta dispensação (o Corpo de Cristo) teve o seu início histórico em Pentecostes – que Pentecostes foi “a data de nascimento da Igreja”. Este é um dos grandes erros crassos que tem causado tamanha confusão e divisão entre o povo de Deus nos nossos dias.
A palavra “igreja” (Gr. Ekklesia) significa simplesmente um ajuntamento chamado para fora e pode referir-se a qualquer assembleia “chamada para fora”. Em Actos 19:32 a palavra é traduzida por “ajuntamento” e refere-se a uma turba violenta. Em Actos 19:39 é novamente traduzida por “ajuntamento” e refere-se a uma lícita reunião civil. Na maior parte dos casos refere-se ao grupo de povo de Deus “chamado para fora”.
Deus tem tido o Seu povo “chamado para fora” em todas as dispensações. Israel nos dias de Moisés era “a congregação ou a igreja no deserto” (Actos 7:38). O Senhor falou na terra acerca da “igreja” que foi e será edificada sobre Ele próprio como “o Cristo (Messias) o Filho do Deus vivo” (Mat. 16:16-18). O apóstolo Paulo fala somente da “igreja que é o Seu Corpo” (Ef.1:22,23; Col.1:18).
É então um erro supor que onde quer que lemos acerca da “igreja”, se refere ao Corpo de Cristo, pois a palavra “igreja” é uma palavra interdispensacional que se pode referir ao povo de Deus em qualquer dispensação. O nosso Velho Testamento, traduzido do Hebraico, certamente que não contém a palavra ekklesia, mas a Septuaginta, a tradução Grega do Velho Testamento, usa-a mais de sessenta vezes referindo-se a Israel em passagens onde a versão de Almeida emprega termos tais como congregação e ajuntamento.
Antes de Israel ter rejeitado o Cristo ressuscitado e de Paulo ter sido levantado nunca lemos acerca do “Corpo de Cristo”, uma vez que é ele, Paulo, que consistentemente designa a Igreja desta dispensação deste modo e torna claro como a água cristalina que este corpo é constituído por Judeus e Gentios reconciliados, ambos os quais tendo sido previamente alienados ou separados de Deus. (Ler cuidadosamente Rom.11:15,30-32; Ef. 2:15-18).
Quão contrário às Escrituras é então ensinar que o Corpo de Cristo teve o seu início em Pentecostes, em Actos 2, simplesmente porque a palavra “igreja” é ali usada! Nesse tempo o Corpo ainda não tinha principiado e a Igreja existia já há muito. A descida do Espírito Santo não foi necessária para que uma igreja composta pelos apóstolos e discípulos fosse feita em Jerusalém. Eles já eram a Igreja de Deus. Na passagem que estamos agora a considerar lemos que “AGREGARAM-SE quase três mil almas” e que “O SENHOR ACRESCENTAVA À IGREJA TODOS OS DIAS aqueles que se haviam de salvar” (versículos 41,47).
O PROPÓSITO PENTECOSTAL
Ao considerarmos a cena descrita nesta passagem não devemos perder de vista o pano de fundo. De João Baptista a Pentecostes o estabelecimento do reino Messiânico tinha estado em vista.
João Baptista veio clamar: “Arrependei-vos , porque é chegado o reino dos Céus” (Mat. 3:2, etc.). O Senhor, na Sua vida terrena, na Sua morte, ressurreição, ascensão e ao enviar o Espírito Santo confirmou “as promessas feitas aos pais”.
“DIGO POIS QUE JESUS CRISTO FOI MINISTRO DA CIRCUNCISÃO, POR CAUSA DA VERDADE DE DEUS, PARA QUE CONFIRMASSE AS PROMESSAS FEITAS AOS PAIS” (Rom. 15:8).
Na Sua morte selou o Novo Concerto feito “com a casa de Israel, e com a casa de Judá” (Jer. 31:31). Ele ressuscitou de entre os mortos para tomar o Seu lugar no trono do Seu Pai David (Actos 2:30,31). Ele ascendera para que “a promessa do Pai” (Actos 1:4) pudesse ser cumprida na vinda Espírito e para que o Seu Pai pusesse os Seus inimigos debaixo do escabelo de Seus pés” (Sal.110:1).
O propósito secreto de Deus na crucificação, na ressurreição e na ascensão ainda não tinha sido revelado, nem nós temos qualquer direito de ler Efésios 2 em Actos 2.
O propósito de Pentecostes, então, não era baptizar Judeus e Gentios crentes num corpo, pois os Gentios nem sequer foram mencionados ou referidos – talvez nem mesmo estivesse algum presente – em Pentecostes. O propósito de Pentecostes foi dotar os discípulos do Messias de poder sobrenatural e prepará-los para as perseguições que, não tivesse Deus intervido em graça teriam constituído a “grande Tribulação” e dado assim início ao “dia do Senhor” (Joel 2:28-32; Actos 2:16-21).
“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
“E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” - Actos 2:42-47.
A IGREJA PENTECOSTAL
Nos Actos é nesta passagem que encontramos a primeira menção da “igreja”.
Este facto tem sido usado para defender o ponto de vista tradicional de que a igreja desta dispensação (o Corpo de Cristo) teve o seu início histórico em Pentecostes – que Pentecostes foi “a data de nascimento da Igreja”. Este é um dos grandes erros crassos que tem causado tamanha confusão e divisão entre o povo de Deus nos nossos dias.
A palavra “igreja” (Gr. Ekklesia) significa simplesmente um ajuntamento chamado para fora e pode referir-se a qualquer assembleia “chamada para fora”. Em Actos 19:32 a palavra é traduzida por “ajuntamento” e refere-se a uma turba violenta. Em Actos 19:39 é novamente traduzida por “ajuntamento” e refere-se a uma lícita reunião civil. Na maior parte dos casos refere-se ao grupo de povo de Deus “chamado para fora”.
Deus tem tido o Seu povo “chamado para fora” em todas as dispensações. Israel nos dias de Moisés era “a congregação ou a igreja no deserto” (Actos 7:38). O Senhor falou na terra acerca da “igreja” que foi e será edificada sobre Ele próprio como “o Cristo (Messias) o Filho do Deus vivo” (Mat. 16:16-18). O apóstolo Paulo fala somente da “igreja que é o Seu Corpo” (Ef.1:22,23; Col.1:18).
É então um erro supor que onde quer que lemos acerca da “igreja”, se refere ao Corpo de Cristo, pois a palavra “igreja” é uma palavra interdispensacional que se pode referir ao povo de Deus em qualquer dispensação. O nosso Velho Testamento, traduzido do Hebraico, certamente que não contém a palavra ekklesia, mas a Septuaginta, a tradução Grega do Velho Testamento, usa-a mais de sessenta vezes referindo-se a Israel em passagens onde a versão de Almeida emprega termos tais como congregação e ajuntamento.
Antes de Israel ter rejeitado o Cristo ressuscitado e de Paulo ter sido levantado nunca lemos acerca do “Corpo de Cristo”, uma vez que é ele, Paulo, que consistentemente designa a Igreja desta dispensação deste modo e torna claro como a água cristalina que este corpo é constituído por Judeus e Gentios reconciliados, ambos os quais tendo sido previamente alienados ou separados de Deus. (Ler cuidadosamente Rom.11:15,30-32; Ef. 2:15-18).
Quão contrário às Escrituras é então ensinar que o Corpo de Cristo teve o seu início em Pentecostes, em Actos 2, simplesmente porque a palavra “igreja” é ali usada! Nesse tempo o Corpo ainda não tinha principiado e a Igreja existia já há muito. A descida do Espírito Santo não foi necessária para que uma igreja composta pelos apóstolos e discípulos fosse feita em Jerusalém. Eles já eram a Igreja de Deus. Na passagem que estamos agora a considerar lemos que “AGREGARAM-SE quase três mil almas” e que “O SENHOR ACRESCENTAVA À IGREJA TODOS OS DIAS aqueles que se haviam de salvar” (versículos 41,47).
O PROPÓSITO PENTECOSTAL
Ao considerarmos a cena descrita nesta passagem não devemos perder de vista o pano de fundo. De João Baptista a Pentecostes o estabelecimento do reino Messiânico tinha estado em vista.
João Baptista veio clamar: “Arrependei-vos , porque é chegado o reino dos Céus” (Mat. 3:2, etc.). O Senhor, na Sua vida terrena, na Sua morte, ressurreição, ascensão e ao enviar o Espírito Santo confirmou “as promessas feitas aos pais”.
“DIGO POIS QUE JESUS CRISTO FOI MINISTRO DA CIRCUNCISÃO, POR CAUSA DA VERDADE DE DEUS, PARA QUE CONFIRMASSE AS PROMESSAS FEITAS AOS PAIS” (Rom. 15:8).
Na Sua morte selou o Novo Concerto feito “com a casa de Israel, e com a casa de Judá” (Jer. 31:31). Ele ressuscitou de entre os mortos para tomar o Seu lugar no trono do Seu Pai David (Actos 2:30,31). Ele ascendera para que “a promessa do Pai” (Actos 1:4) pudesse ser cumprida na vinda Espírito e para que o Seu Pai pusesse os Seus inimigos debaixo do escabelo de Seus pés” (Sal.110:1).
O propósito secreto de Deus na crucificação, na ressurreição e na ascensão ainda não tinha sido revelado, nem nós temos qualquer direito de ler Efésios 2 em Actos 2.
O propósito de Pentecostes, então, não era baptizar Judeus e Gentios crentes num corpo, pois os Gentios nem sequer foram mencionados ou referidos – talvez nem mesmo estivesse algum presente – em Pentecostes. O propósito de Pentecostes foi dotar os discípulos do Messias de poder sobrenatural e prepará-los para as perseguições que, não tivesse Deus intervido em graça teriam constituído a “grande Tribulação” e dado assim início ao “dia do Senhor” (Joel 2:28-32; Actos 2:16-21).



