Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO IV - ACTOS 2:14

PEDRO E OS DOZE

     Pedro, porém, pondo-se em pé, com os onze, levantou a sua voz e disse-lhes:

     “Varões Judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.” - Actos 2:14.

     Que bela é a harmonia da palavra de Deus! Quão precisa a sua fraseologia! Quão apropriado encontrarmos nesta ocasião importante “Pedro pondo-se em pé, com os onze”!?


UM GRUPO DE HOMENS

     Na breve declaração que introduz o sermão Pentecostal de Pedro pode, á primeira vista, parecer insignificante – uma mera declaração de factos como principiou a história – porém é de facto importantíssima e cheia de significado.

     Primeiro de tudo, Deus chama a nossa atenção para um grupo de homens – os apóstolos. A esses homens foi-lhes dada autoridade para actuarem oficialmente na ausência do Senhor. A eles o Senhor disse:

     “Na verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.

     “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra, acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai que está nos céus.

     “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos, em Meu nome, aí estou Eu no meio deles” (Mat. 18:18-20).

     Compreendemos a dificuldade que muitas pessoas têm em associar o último versículo desta passagem nas suas mentes com o seu contexto imediato, uma vez que ele tem sido citado desde há muito fora do seu contexto. Mesmo a Scofield Reference Bible (a mundialmente famosa Bíblia anotada de Scofield), coloca sobre essas palavras o cabeçalho: “The Simplest form of a local church” (A forma mais simples duma igreja local). Louvamos muito a Deus pela grande obra que o Dr. Scofield realizou, mas não podemos aceitar este seu cabeçalho o que desrespeita totalmente o contexto, dando a impressão que se refere às assembleias locais durante esta dispensação da graça, quando na realidade tem a ver com a constituição política da Igreja Messiânica.

     Visemos de relance novamente a citação da passagem acima e notemos como o “porque” do versículo 20 relaciona-o com o versículo anterior. O Senhor tinha justamente prometido que se dois deles concordassem na terra no tocante a algo que lhe pedissem, o Seu Pai conceder-lhes-ia o seu pedido porque onde dois ou três estivessem reunidos em Seu nome, Ele estaria no seu meio. Isto quer dizer que assim reunidos eles representá-LO-iam . Semelhantemente e “Também” do versículo 19 relaciona-o com o versículo 18, que é o princípio de toda a promessa, nomeadamente, que tudo o que eles ligassem na terra seria ligado no céu e tudo o que eles desligassem na terra seria desligado no céu. Qual o crente que, dividindo bem a Palavra da verdade, reclamaria esta autoridade para os nossos dias? Quão erróneo então deslocar Mat. 18:20 do seu verdadeiro contexto e dar-lhe um outro significado.

     Nós não negamos que o Senhor esteja com duzentos ou mesmo com dois que se reúnam com o sincero desejo de estudarem a Sua Palavra e orar, mas Ele não estará também com um que deseja verdadeiramente a Sua presença?

     Terá de haver dois ou três? Não disse Paulo, a respeito do seu primeiro aparecimento perante o Imperador Nero: “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa ...  Mas o Senhor assistiu-me ...  “? (II Tim.4:16,17). Na verdade, há aqui uma verdade muito mais elevada para os crentes nos nossos dias aprenderem e se regozijarem. É a verdade que à vista de Deus nós fomos exaltados juntamente “com Ele” nos celestiais. Enquanto que a característica proeminente do reino prometido é que Deus, em Cristo, habitará com o homem, “Deus connosco”, a característica proeminente do mistério é a nossa posição “com Ele”, nos celestiais. (Ef. 1:3; 2:4-6; Col. 3:1-3).

     Apesar do povo de Deus nos nossos dias, então, estar posicionalmente assentado com Cristo, e apesar de na verdade um dia Deus ir estar com eles – quer sejam uma centena ou meramente um – na sua experiência diária, não é isso que se refere Mateus 18:20. Os “dois ou três”, aqui, levam-nos ao passado, à lei Mosaica, onde lemos que “pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra será confirmada” (Deut. 17:6; 19:15; II Cor. 13:1).

     O que Mateus 18 ensina é simplesmente que os apóstolos teriam autoridade para actuarem oficialmente na Sua ausência (vers. 18); que eles não teriam de estar todos juntos para actuarem; que mesmo dois bastariam (vers. 19), pois onde dois ou três estivessem reunidos em Seu nome (isto é, representando-O) Ele estaria ali presente.

     Assim se ergueram os apóstolos em Pentecostes, como representantes oficiais do Messias rejeitado.

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