Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO IV - ACTOS 2:5-13
O PENTACOLISMO E O PENTECOSTES
“E em Jerusalém estavam habitando Judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
“E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
“E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são Galileus, todos esses homens que estão falando?
“Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
“Partos e Medas, Elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, Ponto e Ásia.
“E Frígia e Panfília, Egipto e partes da Líbia, junto da Cirene, e forasteiros Romanos,tanto Judeus como Prosélitos.
“Cretenses e Árabes, todos os temos ouvido, nas nossas própria línguas, falar das grandes de Deus.
“E todos se maravilhavam e estavam surpresos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
“E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.” - Actos 2:5-13.
O Pentecostalismo moderno tem pervertido o verdadeiro significado do Pentecostes. Tem ensinado que nos nossos dias o dom das línguas é conferido como uma evidência divina de verdadeira salvação e da posse do Espírito Santo.
É verdade que durante a era Pentecostal o dom das línguas era uma das evidências de salvação, pois o Senhor dissera: “Estes sinais seguir-se-ão aos que crerem”. Porém os nossos amigos Pentecostalistas não devem olvidar o facto de que os discípulos que primeiro receberam o dom de línguas em Pentecostes já tinham sido salvos algum tempo antes do Pentecostes e receberam o Espírito Santo ainda antes da ascensão de Cristo (João 20:19-22).
As línguas, como os outros sinais da chamada “grande comissão” tinham um significado muito mais profundo do que a salvação do indivíduo que os operava.
De acordo com a comissão do Senhor em Marcos 16, os que cressem não deviam somente falar línguas, mas também “expulsar demónios ... pegar em serpentes ... beber qualquer coisa mortífera e não sofrer dano algum ... pôr as mãos sobre os enfermos, curando-os.”
Tudo isto apontava para o futuro, para o estabelecimento do reino Messiânico, pois no processo do seu estabelecimento, os mensageiros de Deus deveriam atacar o reino de Satanás e desafiar as enfermidades e a própria morte.
Vejamos então nas Escrituras como o dom das línguas tomou o seu lugar juntamente com esses outros sinais que apontavam para o estabelecimento do reino.
BABEL E PENTECOSTES
Existe uma relação distinta entre o que aconteceu em Babel nos dias anteriores à chamada de Abraão e o que ocorreu aqui em Pentecostes mais de dois mil anos depois.
Ali, em Babel, Deus julgou a rebelião do homem com A CONFUSÃO DAS LÍNGUAS; aqui conferiu O DOM DAS LÍNGUAS. Ali o Seu propósito foi a dispersão da raça (Gén. 11:7,8); aqui, a sua reunião, começando, certamente, com Israel. (Ver Lucas 24:47; João 11:51,52; Rom. 15:8-10).
Como Israel rejeitou o Cristo glorificado, este dom foi suspenso (I Cor.13:8) e os Judeus, como os rebeldes de Babel, foram espalhados até aos confins da terra, enquanto o reino Milenial e a bênção estão suspensos temporariamente até um dia futuro.
Nos nossos dias, portanto, Deus não está a entabular negociações com, ou por meio, de qualquer nação. Os Judeus uniram-se aos Gentios em rebelião contra Deus e o Seu Cristo, e com eles foram espalhados, ficando assim todos encerrados em incredulidade.
Nunca deixemos de agradecer a Deus o facto de “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rom 5:20).
“Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, PARA COM TODOS USAR DE MISERICÓRDIA” (Rom 11:32).
“E, PELA CRUZ, RECONCILIAR-AMBOS COM DEUS EM UM CORPO, MATANDO COM ELA AS INIMIZADES” (Ef.2:16).
Portanto, a chamada agora é dirigida a indivíduos num mundo sob juízo eminente, oferecendo assim Deus em infinito amor e misericórdia reconciliação, pela graça por meio da fé, a todos os que aceitarem o Seu Filho rejeitado como Seu Salvador.
UMA MULTIDÃO CONFUSA
Comparando Actos 1:15 com Actos 2:1-4 parece ser claro que não meramente aos doze, mas aos cento e vinte foi dado o dom de línguas. A passagem que estamos agora a considerar confirma isso, pois nesta lista de línguas e dialectos falados, surgem mais de doze.
Pentecostes era uma das três festas anuais em que todo o varão tinha de aparecer no santuário de Jerusalém (Ex. 23:14-17). Os discípulos, portanto, tinham uma vasta audiência de “Judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” na qual muito mais de doze línguas estavam representadas.
Os Gentios nem sequer são mencionados. Qualquer que pudesse ter estado presente estaria “alienado da comunidade de Israel, e estranho aos concertos da promessa” (Ef. 2:12). Nada teriam a ver com esta celebração, nem mesmo Pedro se lhes dirige quando se levantou para falar à multidão (Ver Actos 2:14,22,36).
Quanto à grande multidão Judaica, “estava confusa ...todos pasmavam e se maravilhavam ... e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?” Haviam também alguns, que zombavam dizendo: “Estão cheios de mosto.”
Neste momento os doze apóstolos erguem-se, tendo Pedro como seu líder, para explicarem o estranho fenómeno.
“E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são Galileus, todos esses homens que estão falando?
“Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
“Partos e Medas, Elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, Ponto e Ásia.
“E Frígia e Panfília, Egipto e partes da Líbia, junto da Cirene, e forasteiros Romanos,tanto Judeus como Prosélitos.
“Cretenses e Árabes, todos os temos ouvido, nas nossas própria línguas, falar das grandes de Deus.
“E todos se maravilhavam e estavam surpresos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
“E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.” - Actos 2:5-13.
O Pentecostalismo moderno tem pervertido o verdadeiro significado do Pentecostes. Tem ensinado que nos nossos dias o dom das línguas é conferido como uma evidência divina de verdadeira salvação e da posse do Espírito Santo.
É verdade que durante a era Pentecostal o dom das línguas era uma das evidências de salvação, pois o Senhor dissera: “Estes sinais seguir-se-ão aos que crerem”. Porém os nossos amigos Pentecostalistas não devem olvidar o facto de que os discípulos que primeiro receberam o dom de línguas em Pentecostes já tinham sido salvos algum tempo antes do Pentecostes e receberam o Espírito Santo ainda antes da ascensão de Cristo (João 20:19-22).
As línguas, como os outros sinais da chamada “grande comissão” tinham um significado muito mais profundo do que a salvação do indivíduo que os operava.
De acordo com a comissão do Senhor em Marcos 16, os que cressem não deviam somente falar línguas, mas também “expulsar demónios ... pegar em serpentes ... beber qualquer coisa mortífera e não sofrer dano algum ... pôr as mãos sobre os enfermos, curando-os.”
Tudo isto apontava para o futuro, para o estabelecimento do reino Messiânico, pois no processo do seu estabelecimento, os mensageiros de Deus deveriam atacar o reino de Satanás e desafiar as enfermidades e a própria morte.
Vejamos então nas Escrituras como o dom das línguas tomou o seu lugar juntamente com esses outros sinais que apontavam para o estabelecimento do reino.
BABEL E PENTECOSTES
Existe uma relação distinta entre o que aconteceu em Babel nos dias anteriores à chamada de Abraão e o que ocorreu aqui em Pentecostes mais de dois mil anos depois.
Ali, em Babel, Deus julgou a rebelião do homem com A CONFUSÃO DAS LÍNGUAS; aqui conferiu O DOM DAS LÍNGUAS. Ali o Seu propósito foi a dispersão da raça (Gén. 11:7,8); aqui, a sua reunião, começando, certamente, com Israel. (Ver Lucas 24:47; João 11:51,52; Rom. 15:8-10).
Como Israel rejeitou o Cristo glorificado, este dom foi suspenso (I Cor.13:8) e os Judeus, como os rebeldes de Babel, foram espalhados até aos confins da terra, enquanto o reino Milenial e a bênção estão suspensos temporariamente até um dia futuro.
Nos nossos dias, portanto, Deus não está a entabular negociações com, ou por meio, de qualquer nação. Os Judeus uniram-se aos Gentios em rebelião contra Deus e o Seu Cristo, e com eles foram espalhados, ficando assim todos encerrados em incredulidade.
Nunca deixemos de agradecer a Deus o facto de “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rom 5:20).
“Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, PARA COM TODOS USAR DE MISERICÓRDIA” (Rom 11:32).
“E, PELA CRUZ, RECONCILIAR-AMBOS COM DEUS EM UM CORPO, MATANDO COM ELA AS INIMIZADES” (Ef.2:16).
Portanto, a chamada agora é dirigida a indivíduos num mundo sob juízo eminente, oferecendo assim Deus em infinito amor e misericórdia reconciliação, pela graça por meio da fé, a todos os que aceitarem o Seu Filho rejeitado como Seu Salvador.
UMA MULTIDÃO CONFUSA
Comparando Actos 1:15 com Actos 2:1-4 parece ser claro que não meramente aos doze, mas aos cento e vinte foi dado o dom de línguas. A passagem que estamos agora a considerar confirma isso, pois nesta lista de línguas e dialectos falados, surgem mais de doze.
Pentecostes era uma das três festas anuais em que todo o varão tinha de aparecer no santuário de Jerusalém (Ex. 23:14-17). Os discípulos, portanto, tinham uma vasta audiência de “Judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” na qual muito mais de doze línguas estavam representadas.
Os Gentios nem sequer são mencionados. Qualquer que pudesse ter estado presente estaria “alienado da comunidade de Israel, e estranho aos concertos da promessa” (Ef. 2:12). Nada teriam a ver com esta celebração, nem mesmo Pedro se lhes dirige quando se levantou para falar à multidão (Ver Actos 2:14,22,36).
Quanto à grande multidão Judaica, “estava confusa ...todos pasmavam e se maravilhavam ... e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?” Haviam também alguns, que zombavam dizendo: “Estão cheios de mosto.”
Neste momento os doze apóstolos erguem-se, tendo Pedro como seu líder, para explicarem o estranho fenómeno.



