Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO I - ACTOS 1:1,2
A DECLARAÇÃO DE ABERTURA
A NATUREZA DO LIVRO DOS ACTOS
“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar”
“Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamento pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera” - Actos 1:1,2.
Que o livro dos Actos foi escrito por Lucas parece evidente, não só pelo seu estilo literário, como também pela referência do escritor ao facto de ter dirigido um “primeiro tratado” à mesma pessoa. Teófilo, a respeito de tudo aquilo que Jesus tinha começado a fazer e a ensinar até ao dia da sua ascensão (Ver 1,2; cf. Lucas1:3).
Por outras palavras, os Actos são a sequência do Evangelho segundo Lucas e isto relaciona-nos imediatamente com um facto vital para uma compreensão própria e uma interpretação correcta do livro. Se o primeiro tratado dizia respeito ao que Jesus tinha começado a fazer e a ensinar até à Sua ascensão, então este tratado diz respeito ao que Ele continuou a fazer depois da sua ascensão.
COMO ISTO AFECTA A PRIMEIRA PARTE DOS ACTOS
A ascensão do nosso Senhor não pôs termo às Suas poderosas obras, nem os Seus ensinos terminaram quando Ele “deu mandamentos aos apóstolos que escolhera”. Pelo contrário, continuou a operar e a ensinar do céu.
Em face disso devemos estar preparados para ver nos actos oficiais dos doze, nos seus poderosos milagres e na sua proclamação do reino, os feitos e ensinos do próprio Cristo ascendido.
COMO ISTO AFECTA A ÚLTIMA PARTE DOS ACTOS
Na verdade, devemos estar ainda preparados para vermos no levantamento de Paulo, no seu suplantar dos doze como apóstolos para todo o mundo, na sua ida para os Gentios a despeito da rejeição a que Israel votou o reino, os feitos e ensinos do Senhor ascendido. É surpreendente constatar quantos crentes sinceros têm perdido de vista este facto.
O apóstolo Paulo, insiste muitas vezes repetidas nos seus escritos que não recebeu a sua mensagem da parte de homem algum, mas por revelações especiais do Senhor.
Ele usa uma série de vezes linguagem tal, como a que se segue:
“...o ministério que recebi do Senhor Jesus” (Actos 20:24).
“Porque recebi do Senhor o que também vos ensinei ...” (I Cor. 11:23).
“Dizemo-vos, pois, isto, pela Palavra do Senhor” (I Tess. 4:15).
O ministério e mensagem de Paulo, então, era oriunda do Senhor ascendido, como Ele continuou ainda a “fazer e ensinar” do Seu trono da glória.
O apóstolo é tão enfático no que concerne a este facto que escreve aos Coríntios:
“Se outra vez for, não lhes perdoarei, visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim ...” (II Cor.13:2,3).
E escrevendo mais tarde a Timóteo, mostrando-lhe o que devia ensinar e exortar, diz:
“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras do nosso Senhor Jesus Cristo ...é soberbo e nada sabe ...” etc. (I Tim.6:3,4).
Contudo, na Epístola aos Gálatas descobrimos que, como Israel rejeitou a oferta do reino, os líderes dos doze perceberam claramente que o seu Senhor, que no princípio os tinha enviado com “o evangelho” (do reino) “por todo o mundo” começando em Jerusalém, comissionara agora Paulo em vez disso com “o evangelho da graça de Deus”, e deram a Paulo e a Barnabé “as dextras da comunhão”, em reconhecimento solene deste facto (Ver Gál. 2:2-9).
Assim as epístolas testemunham o facto de que a mudança dispensacional do ministério e da mensagem dos doze para o ministério e mensagem de Paulo, foi sempre obra do Senhor Jesus Cristo, o Messias rejeitado, e que os Actos, do princípio ao fim, são o registo do que o Senhor ascendido, na Sua glória, continuou a fazer e a ensinar.
Por outras palavras, os Actos são a sequência do Evangelho segundo Lucas e isto relaciona-nos imediatamente com um facto vital para uma compreensão própria e uma interpretação correcta do livro. Se o primeiro tratado dizia respeito ao que Jesus tinha começado a fazer e a ensinar até à Sua ascensão, então este tratado diz respeito ao que Ele continuou a fazer depois da sua ascensão.
COMO ISTO AFECTA A PRIMEIRA PARTE DOS ACTOS
A ascensão do nosso Senhor não pôs termo às Suas poderosas obras, nem os Seus ensinos terminaram quando Ele “deu mandamentos aos apóstolos que escolhera”. Pelo contrário, continuou a operar e a ensinar do céu.
Em face disso devemos estar preparados para ver nos actos oficiais dos doze, nos seus poderosos milagres e na sua proclamação do reino, os feitos e ensinos do próprio Cristo ascendido.
COMO ISTO AFECTA A ÚLTIMA PARTE DOS ACTOS
Na verdade, devemos estar ainda preparados para vermos no levantamento de Paulo, no seu suplantar dos doze como apóstolos para todo o mundo, na sua ida para os Gentios a despeito da rejeição a que Israel votou o reino, os feitos e ensinos do Senhor ascendido. É surpreendente constatar quantos crentes sinceros têm perdido de vista este facto.
O apóstolo Paulo, insiste muitas vezes repetidas nos seus escritos que não recebeu a sua mensagem da parte de homem algum, mas por revelações especiais do Senhor.
Ele usa uma série de vezes linguagem tal, como a que se segue:
“...o ministério que recebi do Senhor Jesus” (Actos 20:24).
“Porque recebi do Senhor o que também vos ensinei ...” (I Cor. 11:23).
“Dizemo-vos, pois, isto, pela Palavra do Senhor” (I Tess. 4:15).
O ministério e mensagem de Paulo, então, era oriunda do Senhor ascendido, como Ele continuou ainda a “fazer e ensinar” do Seu trono da glória.
O apóstolo é tão enfático no que concerne a este facto que escreve aos Coríntios:
“Se outra vez for, não lhes perdoarei, visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim ...” (II Cor.13:2,3).
E escrevendo mais tarde a Timóteo, mostrando-lhe o que devia ensinar e exortar, diz:
“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras do nosso Senhor Jesus Cristo ...é soberbo e nada sabe ...” etc. (I Tim.6:3,4).
Contudo, na Epístola aos Gálatas descobrimos que, como Israel rejeitou a oferta do reino, os líderes dos doze perceberam claramente que o seu Senhor, que no princípio os tinha enviado com “o evangelho” (do reino) “por todo o mundo” começando em Jerusalém, comissionara agora Paulo em vez disso com “o evangelho da graça de Deus”, e deram a Paulo e a Barnabé “as dextras da comunhão”, em reconhecimento solene deste facto (Ver Gál. 2:2-9).
Assim as epístolas testemunham o facto de que a mudança dispensacional do ministério e da mensagem dos doze para o ministério e mensagem de Paulo, foi sempre obra do Senhor Jesus Cristo, o Messias rejeitado, e que os Actos, do princípio ao fim, são o registo do que o Senhor ascendido, na Sua glória, continuou a fazer e a ensinar.



