Actos Dispensacionalmente Considerados - Introdução (II)
A Interpretação Popular dos Actos
Quase todos os comentadores dos Actos têm assumido, sem o mais leve fundamento, que, estes, são o relato do nascimento e crescimento da Igreja desta dispensação; que nos Actos encontramos a doutrina e prática da Igreja na sua forma mais primitiva e mais pura; que é um livro espiritual histórico que contém exemplos inspiradores do que nós poderíamos fazer se possuíssemos a fé dos crentes do primeiro século.
Quase todos os comentadores dos Actos têm assumido, sem o mais leve fundamento, que, estes, são o relato do nascimento e crescimento da Igreja desta dispensação; que nos Actos encontramos a doutrina e prática da Igreja na sua forma mais primitiva e mais pura; que é um livro espiritual histórico que contém exemplos inspiradores do que nós poderíamos fazer se possuíssemos a fé dos crentes do primeiro século.
Citemos dum volume representativo:
“O livro dos Actos é a história do Cristianismo dos primeiros dias ...
Deus tem-nos dado no livro dos Actos um modelo do, testemunho cristão, esforço missionário, evangelismo mundial e edificação de igrejas Cristãs - um modelo que faríamos bem em seguir. Certamente que podemos estar certos disto: quanto mais fiéis formos a este santo modelo, muitas mais bênçãos acompanharão os nossos esforços.”- Leituras no Livro de Actos, P.10.
Estas palavras foram escritas por alguém que foi sem dúvida um dos maiores ensinadores Bíblicos Fundamentalistas da passada geração, e expressam o ponto de vista da vasta maioria de crentes hoje em dia.
Todavia, à luz da Palavra de Deus este ponto de vista dos Actos é erróneo - não meramente em certos detalhes, mas também fundamental e essencialmente - e explica grandemente a confusão que tem avassalado a igreja nos nossos dias.
Onde a Interpretação Popular Falha
Se o Livro dos Actos constitui verdadeiramente “modelo do testemunho cristão, esforço missionário, evangelismo mundial e edificação das igrejas cristãs - um modelo que faríamos bem em seguir”, porque é que ninguém segue “este santo modelo” consistentemente? Só há uma razão; é que hoje em dia ninguém o pode seguir. Deus tornou isso impossível, e todos os esforços tendentes em usar os Actos como modelo terminam em confusão e frustração.
Primeiro de tudo, os Actos apresentam uma mudança de programa. O próprio autor de Leituras no Livro dos Actos chama-o “um livro de transição”, isto é de transição da passada dispensação para a presente. Como é que então nós podemos usá-lo como modelo para nossa prática hoje? Como podemos seguir um modelo que encerra mudança?
Por exemplo, que mensagem pregaremos nós? Instaremos com os homens para “se arrependerem e serem baptizados ... para a remissão de pecados” e oferecer-lhes-emos o retorno do Messias e o estabelecimento do Seu reino, como fez Pedro (2.38;3.19-21), ou proclamaremos a mensagem que Paulo mais tarde “recebeu do Senhor Jesus”: “o evangelho da graça de Deus”? (20.24). Ao usar, os Actos como modelo, a igreja está a pregar uma mistura confusa de ambas. Certamente que ninguém pode pregar o que Pedro pregou em Actos 2 e 3 e também proclamar claramente as gloriosas verdades de Romanos, Efésios e Colossenses.
E onde e a quem pregaremos nós? Começaremos o nosso ministério em Jerusalém como fizeram os doze sob a sua “grande comisssão” (Luc.24.47; Act.1.8), ... ou iremos como Paulo “aos Gentios de longe”? (22.21). Iremos “só aos Judeus" como os seguidores de Cristo fizeram no princípio dos Actos (11.19) ou diremos como Paulo: “o vosso sangue seja sobre a vossa cabeça ... parto para os Gentios”? (18.6). Obviamente que, se o nosso propósito é atingir os Judeus primeiro, encontrá-los-emos em maior número em Nova York, Chicago e S. Francisco, do que em Jerusalém.
E que programa económico seguiremos? Seguiremos o modelo de Actos 2 e 4 e repartimos os nossos bens tendo “todas as coisas em comum”, ou guardaremos as nossas possessões privativas e contribuímos para a obra do Senhor “cada um conforme o que puder” como fizeram os crentes sob Paulo em Act.11.29?
E se seguirmos o modelo de Actos 2 e 4 poderemos estar certos de que nada nos faltará (4.34), ou terminaremos como “os pobres dentre os santos em Jerusalém”? (Rom.15.26).
Além disso, se pudéssemos usar os Actos como um modelo e o levássemos a cabo fielmente, poderíamos experimentar a intervenção divina na perseguição, ou não? Poderíamos experimentar livramento angélico como os doze, ou como Paulo encontrar-nos-iam aprisionados na prisão, entregues à morte, abandonados pelos homens e aparentemente por Deus?
Isto conduz-nos a uma outra razão porque não poderemos seguir o livro dos Actos como modelo. Quando Israel rectificou a sua rejeição do Cristo ressuscitado e glorificado, Deus revogou os dons de poder miraculoso conferidos em Pentecostes, como as epístolas de Paulo claramente indicam (Rom.8:22,23; Icor.13:8,13; IICor.4:16; etc.). Os nossos amigos Pentecostais podem alegar possuir esses poderes, mas as evidências não são muito convincentes. Contudo, palavras tais como as que citámos de Leitura no Livro dos Actos, têm resultado num grande encorajamento para o movimento Pentecostal - e isto, apesar do próprio autor considerar o Pentecostismo uma heresia Satânica!
É impossível seguir o Livro dos Actos como modelo mas na vã procura de “ordenar todas as coisas” segundo “este santo modelo” de “Cristianismo primitivo”, a Igreja têm-se tornado insensível para as epístolas Paulinas e a revelação do Senhor glorificado para nós hoje em dia. Como resultado ela tem-se colocado num estado de séria desordem e divisão e tem apresentado ao mundo um testemunho confuso e incoerente.
“O livro dos Actos é a história do Cristianismo dos primeiros dias ...
Deus tem-nos dado no livro dos Actos um modelo do, testemunho cristão, esforço missionário, evangelismo mundial e edificação de igrejas Cristãs - um modelo que faríamos bem em seguir. Certamente que podemos estar certos disto: quanto mais fiéis formos a este santo modelo, muitas mais bênçãos acompanharão os nossos esforços.”- Leituras no Livro de Actos, P.10.
Estas palavras foram escritas por alguém que foi sem dúvida um dos maiores ensinadores Bíblicos Fundamentalistas da passada geração, e expressam o ponto de vista da vasta maioria de crentes hoje em dia.
Todavia, à luz da Palavra de Deus este ponto de vista dos Actos é erróneo - não meramente em certos detalhes, mas também fundamental e essencialmente - e explica grandemente a confusão que tem avassalado a igreja nos nossos dias.
Onde a Interpretação Popular Falha
Se o Livro dos Actos constitui verdadeiramente “modelo do testemunho cristão, esforço missionário, evangelismo mundial e edificação das igrejas cristãs - um modelo que faríamos bem em seguir”, porque é que ninguém segue “este santo modelo” consistentemente? Só há uma razão; é que hoje em dia ninguém o pode seguir. Deus tornou isso impossível, e todos os esforços tendentes em usar os Actos como modelo terminam em confusão e frustração.
Primeiro de tudo, os Actos apresentam uma mudança de programa. O próprio autor de Leituras no Livro dos Actos chama-o “um livro de transição”, isto é de transição da passada dispensação para a presente. Como é que então nós podemos usá-lo como modelo para nossa prática hoje? Como podemos seguir um modelo que encerra mudança?
Por exemplo, que mensagem pregaremos nós? Instaremos com os homens para “se arrependerem e serem baptizados ... para a remissão de pecados” e oferecer-lhes-emos o retorno do Messias e o estabelecimento do Seu reino, como fez Pedro (2.38;3.19-21), ou proclamaremos a mensagem que Paulo mais tarde “recebeu do Senhor Jesus”: “o evangelho da graça de Deus”? (20.24). Ao usar, os Actos como modelo, a igreja está a pregar uma mistura confusa de ambas. Certamente que ninguém pode pregar o que Pedro pregou em Actos 2 e 3 e também proclamar claramente as gloriosas verdades de Romanos, Efésios e Colossenses.
E onde e a quem pregaremos nós? Começaremos o nosso ministério em Jerusalém como fizeram os doze sob a sua “grande comisssão” (Luc.24.47; Act.1.8), ... ou iremos como Paulo “aos Gentios de longe”? (22.21). Iremos “só aos Judeus" como os seguidores de Cristo fizeram no princípio dos Actos (11.19) ou diremos como Paulo: “o vosso sangue seja sobre a vossa cabeça ... parto para os Gentios”? (18.6). Obviamente que, se o nosso propósito é atingir os Judeus primeiro, encontrá-los-emos em maior número em Nova York, Chicago e S. Francisco, do que em Jerusalém.
E que programa económico seguiremos? Seguiremos o modelo de Actos 2 e 4 e repartimos os nossos bens tendo “todas as coisas em comum”, ou guardaremos as nossas possessões privativas e contribuímos para a obra do Senhor “cada um conforme o que puder” como fizeram os crentes sob Paulo em Act.11.29?
E se seguirmos o modelo de Actos 2 e 4 poderemos estar certos de que nada nos faltará (4.34), ou terminaremos como “os pobres dentre os santos em Jerusalém”? (Rom.15.26).
Além disso, se pudéssemos usar os Actos como um modelo e o levássemos a cabo fielmente, poderíamos experimentar a intervenção divina na perseguição, ou não? Poderíamos experimentar livramento angélico como os doze, ou como Paulo encontrar-nos-iam aprisionados na prisão, entregues à morte, abandonados pelos homens e aparentemente por Deus?
Isto conduz-nos a uma outra razão porque não poderemos seguir o livro dos Actos como modelo. Quando Israel rectificou a sua rejeição do Cristo ressuscitado e glorificado, Deus revogou os dons de poder miraculoso conferidos em Pentecostes, como as epístolas de Paulo claramente indicam (Rom.8:22,23; Icor.13:8,13; IICor.4:16; etc.). Os nossos amigos Pentecostais podem alegar possuir esses poderes, mas as evidências não são muito convincentes. Contudo, palavras tais como as que citámos de Leitura no Livro dos Actos, têm resultado num grande encorajamento para o movimento Pentecostal - e isto, apesar do próprio autor considerar o Pentecostismo uma heresia Satânica!
É impossível seguir o Livro dos Actos como modelo mas na vã procura de “ordenar todas as coisas” segundo “este santo modelo” de “Cristianismo primitivo”, a Igreja têm-se tornado insensível para as epístolas Paulinas e a revelação do Senhor glorificado para nós hoje em dia. Como resultado ela tem-se colocado num estado de séria desordem e divisão e tem apresentado ao mundo um testemunho confuso e incoerente.
(Continua)



