Os paradoxos do nosso tempo

055 Tão pobre que só tem dinheiro - YouTube



     O paradoxo do nosso tempo na história é que hoje existem edifícios mais altos , porém sentimentos baixos.

     Auto-estradas mais largas, mas pontos de vistas mais estreitos.

     Gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, todavia desfrutamos menos.

     Temos casas maiores, porém famílias menores. Temos mais condições, mas menos tempo.

     Temos mais conhecimento, porém menos discernimento.

     Temos mais remédios, todavia menos saúde.

     Bebemos demais, consumimos demais, rimos de menos, conduzimos rápido de mais, irritamo-nos mais facilmente, ficamos acordados até mais tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais à frente da televisão e raramente oramos.

     Multiplicamos os nossos bens, porém reduzimos os nossos valores humanos.

     Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais. Aprendemos a ganhar a vida, mas não a vivê-la.

     Adicionamos anos à nossa vida, mas não vida aos nossos anos.

     Fomos à Lua, porém temos problemas em atravessar a rua e cumprimentar um vizinho. 

     Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior. 

     Fizemos as coisas maiores, mas não as melhores. Limpamos o ar (pouco), mas poluímos a alma (muito).

     Dividimos o átomo, mas não os preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. 

     Projetamos mais, mas realizamos menos. 

     Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. 

     Temos dinheiro, porém menos moral. Temos mais comida, mas estamos menos saciados. 

     Construímos mais computadores para armazenar mais informação para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. 

     Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade. 

     Estes são tempos de refeições rápidas e de digestão lenta; de homens altos de carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. 

     Estes são tempos em que se almeja a paz mundial, mas perdura a guerra no lar; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. 

     São dias de duas fontes de rendimento, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas mais lares desfeitos. 

     São dias de viagens rápidas, fraldas e moralidade descartáveis, estadias de uma só noite, corpos acima do peso, e comprimidos para tudo: alegrar, acalmar, matar. 

     É um tempo em que há muito na montra e nada em armazém; um tempo em que a tecnologia pode levar-te estas palavras e tu podes escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente premir a tecla Delete

 

 

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