09-10-08 - Europeus mais religiosos do que se supunha, revela pesquisa
Apesar da maioria dos relatórios indicarem que o Cristianismo está em declínio na Europa, os resultados de uma recente pesquisa sugerem que os Europeus são mais religiosos do que largamente se pensava.Três quartos de todos os Europeus (74%) nos países examinados são religiosos, sendo que um quarto (25%) são considerados muito religiosos, de acordo com o grupo de estudo de especialistas Alemão Bertelsmann Stiftung, que monotoriza a religião.
Só 23% de Europeus não são religiosos.
“Embora toda a gente fale de religião, não tem havido nenhuma informação credível sobre o que as pessoas realmente crêem e sobre as suas consequências para a vida quotidiana,” disse Martin Jaeger, director de projectos da Fundação Bertelsmann Stiftung.
“Esta pesquisa atentou pela primeira vez para a religiosidade, em vez de simplesmente para as filiações institucionais e percepções próprias,” disse Jaeger. “Ela revela a complexidade da situação; os Europeus são muito mais religiosos do que muitas vezes se pensava.”
A pesquisa extensiva incluiu 100 questões detalhadas sobre fé e religião, e tendo sido questionados 21.000 pessoas de 21 países.
Com base em dados comparados de sete países Europeus – Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Polónia e Suíça – a religião é mais forte em Itália (89%) e Polónia (87%) – ambos países fortemente Católicos – e mais fraca na secularista França (54%).
Na Europa, os Católicos Romanos são mais devotos do que os Protestantes, com 42% dos Católicos a dizerem que assistem à igreja, comparados com apenas 15% de Protestantes.
E ao contrário do que sucede na América, os Europeus dizem que a religião tem pouca influência sobre os seus pontos de vista políticos e a sexualidade. Muitos Europeus expressaram que separavam a sua conduta e atitudes nestas duas áreas das suas crenças religiosas.
Mais de metade (58%) dos Europeus dizem que as suas convicções religiosas não têm qualquer influência, ou pouca influência nos seus pontos de vista políticos, enquanto que quase metade (48%) dizem que a religião não afecta muito a sua sexualidade.
Apesar disso, mais de metade dos Europeus (57%) dizem que praticam a sua fé mais ou menos regularmente, e 61% dizem que se dedicam à oração.
A assistência semanal ou irregular à igreja é parte da vida normal de 90% de Polacos e 75% de Italianos, revelou também a pesquisa.
“As igrejas tradicionais têm claramente um problema de comunicação porque as pessoas são mais abertas às mensagens e práticas religiosas do que pensávamos,” afirma Jaeger.
Uma outra descoberta interessante revelou que os jovens adultos não são menos religiosos que os seus anciãos. Entre a população jovem com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, 41% tem fortes crenças em Deus e na vida depois da morte, comparados com 42% da população como um todo.
De forma geral, os inquiridos disseram que a religião influencia a sua visão sobre questões como o nascimento e a morte, ou o significado da vida.
“As descobertas sugerem que a Europa ainda se inspira nos valores Cristãos,” assinalou Jaeger. “A religiosidade ainda exerce claramente uma influência significativa na vida social e cultural da Europa. O seu papel na ligação das nações da União Europeia não deve ser subestimado.”
“Embora toda a gente fale de religião, não tem havido nenhuma informação credível sobre o que as pessoas realmente crêem e sobre as suas consequências para a vida quotidiana,” disse Martin Jaeger, director de projectos da Fundação Bertelsmann Stiftung.
“Esta pesquisa atentou pela primeira vez para a religiosidade, em vez de simplesmente para as filiações institucionais e percepções próprias,” disse Jaeger. “Ela revela a complexidade da situação; os Europeus são muito mais religiosos do que muitas vezes se pensava.”
A pesquisa extensiva incluiu 100 questões detalhadas sobre fé e religião, e tendo sido questionados 21.000 pessoas de 21 países.
Com base em dados comparados de sete países Europeus – Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Polónia e Suíça – a religião é mais forte em Itália (89%) e Polónia (87%) – ambos países fortemente Católicos – e mais fraca na secularista França (54%).
Na Europa, os Católicos Romanos são mais devotos do que os Protestantes, com 42% dos Católicos a dizerem que assistem à igreja, comparados com apenas 15% de Protestantes.
E ao contrário do que sucede na América, os Europeus dizem que a religião tem pouca influência sobre os seus pontos de vista políticos e a sexualidade. Muitos Europeus expressaram que separavam a sua conduta e atitudes nestas duas áreas das suas crenças religiosas.
Mais de metade (58%) dos Europeus dizem que as suas convicções religiosas não têm qualquer influência, ou pouca influência nos seus pontos de vista políticos, enquanto que quase metade (48%) dizem que a religião não afecta muito a sua sexualidade.
Apesar disso, mais de metade dos Europeus (57%) dizem que praticam a sua fé mais ou menos regularmente, e 61% dizem que se dedicam à oração.
A assistência semanal ou irregular à igreja é parte da vida normal de 90% de Polacos e 75% de Italianos, revelou também a pesquisa.
“As igrejas tradicionais têm claramente um problema de comunicação porque as pessoas são mais abertas às mensagens e práticas religiosas do que pensávamos,” afirma Jaeger.
Uma outra descoberta interessante revelou que os jovens adultos não são menos religiosos que os seus anciãos. Entre a população jovem com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, 41% tem fortes crenças em Deus e na vida depois da morte, comparados com 42% da população como um todo.
De forma geral, os inquiridos disseram que a religião influencia a sua visão sobre questões como o nascimento e a morte, ou o significado da vida.
“As descobertas sugerem que a Europa ainda se inspira nos valores Cristãos,” assinalou Jaeger. “A religiosidade ainda exerce claramente uma influência significativa na vida social e cultural da Europa. O seu papel na ligação das nações da União Europeia não deve ser subestimado.”
Fonte: The Christian Post



