25-07-11 - O mundo inteiro virou gay?

mundogay.jpgJerry Newcombe

     Um marciano que visitasse os Estados Unidos de hoje poderia muito bem achar que metade da população é homossexual, e que a outra metade deseja ser homossexual.

     Isso é bizarro, principalmente quando olhamos para as verdadeiras estatísticas que mostram que um número insignificante de 2% da população geral se identifica como “gay”.

     Escrevendo em Maio no jornal USA Today, Michael Medved, apresentador de um programa de rádio conservador, comentou: “O Instituto Williams de Direito e Políticas Públicas sobre Orientação Sexual ofereceu uma nova estimativa de identificação homossexual, concluindo que 1,7% dos americanos dizem que são gays, e um grupo levemente maior (1,8%) se identifica como bissexual…”.

Apesar dos números pequenos (e Medved cita um estudo diferente que coloca o número numa percentagem de apenas 1,4), essa questão parece estar na vanguarda em todas as partes.

     Quando o enredo dos Flintstones cantou de alegria pela primeira vez “teremos um tempo como nos velhos tempos e gays [gay em inglês costumava significar ‘feliz’]”, teria sido difícil imaginar como o sentido dessa frase mudou e virou um fenómeno que está a varrer o país inteiro.

     Junho pode ter sido o mês do casamento do ano passado nos EUA, mas em Junho deste ano o presidente declarou: “Agora, pois, eu, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, pela virtude da autoridade garantida a mim pela Constituição e leis dos Estados Unidos, proclamo por meio desta Junho de 2011 Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero”.

     Olhe para os programas de TV. Em Setembro de 2010, o jornal The New York Times comentou que havia um número recorde de personagens homossexuais de televisão.

     Olhe para as escolas, onde as crianças poderiam aprender factos básicos de história e matemática, mas estão a ler livros que valorizam famílias com duas lésbicas como mães.

     De ponta a ponta do país, as pressões a favor do casamento de mesmo sexo estão nas manchetes. A Proposta 8, que foi o polémico referendo na Califórnia para os eleitores defenderem a definição do casamento como entre um homem e uma mulher, foi derrubada num tribunal federal (anulando os votos de sete milhões de pessoas) e está sob recurso. Em Nova Iorque, a assembleia legislativa acabou, mediante votação, de legalizar o casamento de mesmo sexo. Historicamente, essas coisas estão a ser impostas, por um activismo judicial, contra a liberdade do povo decidir. 

     O primeiro casamento oficial de mesmo sexo nos Estados Unidos foi entre duas lésbicas de Massachusetts em 2004, ocasionado por uma acção judicial da ACLU. Graças ao activismo judicial nesse estado, a constituição de 1780, escrita em grande parte por John Adams, foi torcida pelo mais elevado tribunal desse estado para impor o casamento de mesmo sexo.

     Incidentalmente, esse primeiro casamento legal de mesmo sexo já terminou em divórcio.

     O que aconteceu em Massachusetts como consequência da legalização do casamento do mesmo sexo?

     Para os principiantes, a agenda da militância homossexual começou a dominar. A Igreja, que durante séculos ajudou a colocar órfãos em lares amorosos, já não pode mais trabalhar em Massachusetts porque a Igreja não pode, em sã consciência, colocar essas crianças em lares homossexuais. Assim, as crianças acabam azaradas.

     Enquanto isso, os alunos do primeiro grau de Massachusetts têm acesso a camisinhas nas escolas públicas. Conforme Peter Sprigg do Conselho de Pesquisa da Família comenta: O que é que crianças do primeiro grau poderiam fazer com camisinhas, a não ser talvez brigar atirando balões de água umas às outras?

     Penso que tudo isso é muito trágico, pois coloca outro prego no caixão da família americana. O estado da sociedade reflecte o estado da família.

     Por outro lado, uma das mais importantes, mas uma das menos divulgadas, histórias sobre homossexuais nos EUA é uma história de redenção.

     Como produtor de alto escalão e apresentador do programa de televisão A Verdade que Transforma (que no passado era chamado de A Hora da Igreja de Coral Ridge), tive o privilégio de entrevistar mais de vinte cinco ex-homossexuais. Em vez de descrever vidas de felicidade, eles descreveram uma vida cheia de sofrimento, amor condicional e rejeição (apesar de que a sociedade os estava a abraçar totalmente).

     Como um deles me disse: “Se separá-los, um a um, há algumas pessoas bastante miseráveis, que estão a sofrer profundamente”.

     Mas por meio do poder do Evangelho, esses ex-homossexuais foram libertos do seu estilo de vida do passado.

     Alguns até chegaram a casar (com alguém do sexo oposto — suponho que hoje em dia temos de esclarecer essas coisas). Um dos que entrevistei estava casado há uma década, e agora tinha três belos filhos.

     Eles são eternamente gratos pela transformação nos seus corações e são parte de uma associação chamada Exodus International.
Um ex-homossexual disse-me: “Nunca senti felicidade de ser gay, porém nunca ninguém me ofereceu uma saída”. Mas quando alguém realmente lhe ofereceu uma saída, ele a aproveitou e foi transformado de dentro para fora.

     Como outro ex-gay explicou: “Nunca sonhei que a orientação fosse embora, que mudaria, que me levaria ao ponto na minha vida em que não mais seria uma tentação… Nunca é tarde demais para mudar — porque eu mudei quando decidi que não ia mais me envolver com a homossexualidade”.

     Há alguns ex-gays que voltaram aos velhos hábitos? Claro que sim. Esses casos me fazem recordar de ex-fumantes. Só porque alguns ex-fumantes voltam a fumar não significa que outros não tenham a capacidade de abandonar a homossexualidade para sempre.

    Eu só desejaria que, ao visitar a terra, o marciano ficasse sabendo de ex-gays e ex-lésbicas, pois eles são uma parte importante desse quadro.

Sermões e Estudos

Carlos Oliveira 26ABR26
Como vencer a depressão

Tema abordado por Carlos Oliveira em 26 de abril de 2026

Carlos Oliveira 24ABR26
Perigo despercebido

Tema abordado por Carlos Oliveira em 24 de abril de 2026

Fernando Quental 19ABR26
O perigo de nos tornarmos religiosos

Tema abordado por Fernando Quental em 19 de abril de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:2,3

Estudo realizado em 22 de abril de 2026

ver mais
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário