| Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LII) |
CAPÍTULO 8PEDRO E PAULO COMO EDIFICADORES
PEDRO E A IGREJA MESSIÂNICA
Deverá ser cuidadosamente notado que foi a confissão de Pedro que lhe conferiu o nome Petros, Uma Pedra (fragmento de rocha), e seria sobre esta confissão (“esta pedra”, Gr. Petra, literalmente rocha) que Cristo edificaria a Sua igreja. Ao clamar que a igreja é fundada sobre Pedro, Roma desrespeita totalmente o contexto, exalta Pedro acima de Cristo e contradiz redondamente a Palavra de Deus que diz:
“NINGUÉM PODE POR OUTRO FUNDAMENTO, ALÉM DO QUE JÁ ESTÁ POSTO, O QUAL É JESUS CRISTO” (I Cor. 3:11). Porém deverá ser particularmente notado que Pedro confessou Jesus como “o Cristo (Heb. Messias, Ungido), o Filho do Deus vivo”. Lembremo-nos que os doze tinham sido enviados a pregar: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:5-7). Certamente que Cristo era o Filho de Deus Ungido, escolhido para ocupar o trono neste reino. Quando o Senhor, cada vez mais rejeitado em Israel, pergunta agora aos Seus discípulos: “Quem dizeis vós que Eu sou?”, torna-se comovedor ouvir Pedro replicar logo e sem qualquer hesitação: “Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo”. Esta verdade: Jesus como verdadeiro Rei e Filho de Deus, seria a fundação da igreja Messiânica 1 e era assim que os verdadeiros crentes reconheciam o Senhor naquele tempo. Noutra ocasião Pedro reafirmou a Sua fé em Jesus como Messias, quando disse: “E nós temos crido e conhecido que Tu és o CRISTO, O FILHO DE DEUS” (João 6:69). Natanael reconheceu-O da mesma forma, e disse: “Rabi, Tu és O FILHO DE DEUS; Tu és O REI DE ISRAEL” (João 1:49). Marta disse: “Sim, Senhor, creio que Tu és O CRISTO, O FILHO DE DEUS, que havia de vir ao mundo” (João 11:27). João, escrevendo sobre a vida terrena de nosso Senhor, termina assim o seu registo: “Jesus operou também em presença de Seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é O CRISTO, O FILHO DE DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (João 20:30-31). 2
1 isto é, a igreja do reino, não a igreja desta dispensação. Isto é claramente visto no facto de nos versículos seguintes Pedro receber as chaves do “reino dos céus” e também no facto da “igreja que é o Seu corpo” ser naquela altura ainda um mistério “escondido em Deus” (Ef. 3:1-11).
2 Apesar da “graça de nosso Senhor Jesus Cristo”, e não o Seu reino, ser a mensagem de Deus para os nossos dias, é claro que também devemos crer que Ele é o verdadeiro Rei e Filho de Deus.
CORNELIUS R. STAM
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