O que acontece a um Cristão quando morre? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
     As Escrituras indicam claramente que no momento que um crente morre a sua alma e o seu espírito partem de imediato para estarem com Cristo, a fim de desfrutarem conscientemente da Sua presença nas infinitas e inimagináveis glórias do céu. O corpo vai para a sepultura, voltando ao pó, e é referido como estando adormecido, até à ressurreição, 1 Tessalonicenses 4:14-17. Apresentamos a seguir alguns textos bíblicos que comprovam  isto:

1. Lázaro, ‘Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado’, Lucas 16. 22-25. É bastante claro que no momento que Lázaro morreu ele entrou conscientemente no gozo do paraíso – note-se a menção, por exemplo, de que ele foi consolado – um termo que dificilmente poderia ser aplicado a alguém sujeito a um sono de alma. Se Lázaro estava consciente após a sua morte, então certamente isso também é verdadeiro com os crentes genuínos que morrem neste presente século da igreja.

2. Moisés e Elias, ‘E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da Sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém’, Lucas 9. 29-31. Elias e Moisés são vistos estarem conscientes e a conversarem com o Senhor a respeito da Sua morte que aconteceria em breve no Calvário. Uma vez mais, se isto foi verdade com eles, pareceria inconsistente se não fosse verdade com os crentes hoje na sua chamada à glória.  

3. O malfeitor na cruz, ‘E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso’, Lucas 23. 43. O Senhor Jesus confirma aqui ao malfeitor que ele estaria Consigo no paraíso naquele mesmo dia. Não num tempo futuro em que o reino seria estabelecido. Isso não teria nenhum significado real para ele, se ficasse inconsciente até à futura ressurreição.

     Se o sono da alma de aplicasse ao crente de hoje na sua partida para a glória isso significaria que ele não seria tão privilegiado como os santos do Velho Testamento, o que seria inconsistente com a vitória do Calvário. Eis algumas passagens das Escrituras que reprovam o ponto de vista do ‘sono da alma’ e confirmam o usufruto consciente do céu e da presença de Cristo imediatamente após a chamada do crente à glória. 

1. ‘Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor’, Fil. 1. 23. Esta declaração do apóstolo Paulo simplesmente não faz qualquer sentido a menos que ele estivesse a antecipar ser transportado para o céu e estar na presença de Cristo no momento da sua morte. Dificilmente esta experiência poderia ser descrita como sendo ‘muito melhor’ se ele adormecesse por um período indeterminado.

2. ‘Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor’, 2 Cor. 5. 8. Uma vez mais, isto não faria qualquer sentido se o sono da alma estivesse aqui envolvido. Como é que Paulo teria ‘confiança … para habitar com o Senhor’, se ele antecipasse o adormecimento até à ressurreição?

3. Eis um exemplo final: ‘… vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus …  E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?’, Apoc. 6. 9-10. Isto refere-se aos santos que serão martirizados durante o período da grande tribulação, vistos aqui por João, durante os juízos dos selos, a apelarem no céu para o Senhor. Só depois da segunda vinda de Cristo serão ressuscitados. Não há aqui nenhum sono de alma!

     Destas passagens das Escrituras, então, deduzimos que no momento que Deus chama um crente à glória, ele é introduzido de imediato na Sua presença, para usufruto de uma comunhão perfeita e  gozo das infinitas glórias de Cristo. Gloriosa verdade, Aleluia!
Precious Seed
Howard Coles,Coleford, England