Foi para evitar o sectarismo que Paulo batizou poucos crentes?

CMO 29OUT17b


1 Coríntios 1:

12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolos, e eu de Cefas, e eu de Cristo.
13 Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?
14  Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio.
15 Para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.
16 E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro.
17  Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.

      No texto acima, Paulo fala realmente na divisão dos crentes em torno de personalidades quando discordantemente diziam "Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo" (1 Cor. 1:12), algo que ele reprova e que eles deveriam corrigir. Ele enfatiza que deveriam estar todos focados e torno do Senhor Jesus Cristo e não em torno dos outros ou mesmo dele, pois não tinha sido ele que morrera no lugar deles, nem eles tinham sido batizados em seu nome, ou por sua autoridade, e aqui ele aproveita o ensejo para revelar algo novo. Ele mostra, portanto, que tal como ele foi batizado sob o programa da dispensação anterior, por autoridade, como é evidente, dos 12, que receberam essa autoridade do Senhor quando Ele os enviou a batizar, os poucos crentes em Corinto que foram batizados nas mesmas circunstâncias que ele, também foram batizados por essa mesma autoridade e não por sua autoridade, pois o Senhor a Paulo não enviou a batizar. Aqui ele introduz uma nova revelação, a saber, que o Senhor a ele não enviou a batizar e que por isso, como o batismo na água não fazia parte da Dispensação da Graça de Deus, ele dava graças a Deus por ter batizado poucos crentes ali. E aqui convém explicar o seguinte:


     Paulo recebeu várias revelações (plural) do Senhor sobre o novo programa que o Senhor estava a introduzir. Ele não recebeu uma revelação única, de uma assentada, mas várias, progressivamente. Assim sendo, no início, ele não só foi batizado sob a velha dispensação como batizou alguns, mas logo que percebeu que o batismo na água não fazia parte do novo programa da Dispensação da Graça de Deus, ele deixou de batizar e dava graças a Deus por ter batizado poucos crentes, visto que o batismo na água não faz parte da Dispensação da Graça de Deus.

     O argumento a que alguns se agarram dizendo que Paulo batizou poucos porque ele não queria contribuir para a divisão do Corpo de Cristo, não colhe. E não colhe porquê?

     Sugerem que Paulo realizou poucos baptismos para que houvesse menos setarismo e menos tendência das pessoas se reunirem em torno dele ou de outros líderes. Certamente que Paulo queria que todos os crentes se unissem exclusivamente em torno de Cristo, porém existem pelo menos três razões porque o acima exposto não pode ser uma explicação satisfatória para esta passagem.

     1. Primeiro, se o Senhor quisesse que Paulo baptizasse os seus convertidos e o tivesse enviado com instruções claras para o fazer, com que autoridade poderia ele alterar tais instruções e adaptá-las para compensar a carnalidade dos Coríntios? Onde é que nos nossos dias temos ouvido de batizadores relutantes em baptizar devido aos candidatos revelarem alguma carnalidade, ou falta de espiritualidade? Pelo contrário, o baptismo na água não é uma das marcas do começo do crescimento espiritual, na estima de muitos? E não se dá mais o caso dos crentes serem julgados de não espirituais, se não forem baptizados? Temos descoberto ser assim com os do nosso relacionamento que praticam o baptismo na água. Entre os que sugerem esta razão para a limitação do número de baptismos que Paulo decidiu fazer, não conhecemos um único que o siga segundo esta sugestão apresentada!

     2. Segundo, se Paulo quisesse desenfatizar o baptismo na água para diminuir a oportunidade de um grupo se reunir em seu nome, a mesma conduta não teria sido seguida por Apolo e Cefas (Pedro) e todos os outros servos do Senhor? E não haveria assim o perigo desta prática cair em desuso e a sua administração ficar sujeita à discrição dos líderes? Decerto que os que entendem encontrar-se debaixo da chamada "grande comissão" não podem tomar tais liberdades, especialmente se seguirem o apóstolo Pedro, visto ele ter ordenado "a cada um" (todos) da sua audiência a "arrependerem-se e a serem baptizados ..." (Act. 2.38). Essa explicação é incorreta, porque nesse caso Pedro e Apolo teriam feito o mesmo e não fizeram.

     3. Em último lugar, e não menos importante, se Paulo desenfatizasse o baptismo na água para diminuir a possibilidade de um grupo o seguir, porque é que ele escreveu a estes mesmos coríntios, "SEME MEUS IMITADORES (SEGUIDORES)" (I Cor. 4.16) e de novo "SEDE MEUS IMITADORES, como também eu de Cristo" (I Cor. 11.1)? Com a excepção do Senhor Jesus Cristo, Paulo é o único escritor do Novo Testamento que insta connosco para que o sigamos! Não foi apenas aos Coríntios, pois aos Filipenses ele também escreveu, "SEDE TAMBÉM MEUS IMITADORES ..." (Fil. 3.17). Uma vez que isto se encontra implícito em todas as suas cartas, poderá alguém duvidar que, por inspiração, Paulo ordenou que os crentes o seguissem sem que se preocupasse que se tornassem num "grupo" ou "facção", ao fazê-lo? 

     Ora, certifiquemo-nos se estamos a seguir Paulo no que concerne ao baptismo nos nossos dias! Ele não foi enviado a batizar na água, ... nem nós!

- C.M.O.

 

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